Olho para trás e vejo que nos conhecemos a mesmo muito pouco tempo, à pouco mais que um mês e já nos beijamos! Como é que uma relação que fluí tão depressa pode ser boa para ela?
Tenho medo que não eu não seja perfeito para ela, tenho medo de meter o pé na poça! GOD! Porque é que a vida não trás um manual de instruções com soluções para todas a iventualidades? Eu não fui feito para sofrer, sei bem o que isso é! E em toda a minha vida sempre que tenho amar acabou um farrapo, de coração destroçado como um pobre pedinte que nem uma sopa tem para o alimentar.
E o que me aflige mais é a incerteza dela! Eu sei que a relação ainda é muito “verde” mas eu sou capaz de lhe dar tudo o que ela precisa emocionalmente, e eu sinto-me ligado a ela, ligado demais e não existe nenhuma bateria que vá alimentado esta ligação, é a minha própria vida que gira em torno dela e me faz esquecer que eu também mereço a minha vida!
Mas digo-te o nosso primeiro beijo foi mais que bom, ela ia-me dar um beijo de despedida e os lábios dela tocaram gentilmente nos meus, ela pediu para eu ir com calma, irónicamente ela é que me beijou por isso não percebi a coisa do vai com calma, eu remediei a situação dando-lhe uns beijos na sua face. Eu queria tanto aquele beijo mas se ela não estivesse preparada eu tinha entendido, mas ela apanhou-me na confusão do momento e a nossa noite: todo o carinho acabou da forma mais perfeita de todas, um grande beijo apaixonado.
E agora a cabeça dela ferve em confusão, ela me beija e diz que eu mereço, e de certa forma eu fico magoado quando ela me diz isso. Eu não quero merecer os beijos dela, eu quero que ela queira os meus beijos, quero merecer os lábios dela pela simples razão de ela gostar de mim e não porque lhe fiz uma surpresa! A mente dela afunda-se no meio de tanta confusão. Ela própria diz que me quer mas que ainda só está a começar a gostar de mim, e se for tudo uma ilusão da cabeça dela? E se eu não sou suficiente? Eu não quero perder a unica coisa boa que me aconteceu desde a ultima vez que sofri, não quero e não posso.
Uma lágrima no canto do olho,
Roberto Pereira